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21 de setembro de 2008

Caso Pedro Henrique de Queiroz, a Polícia Científica de Goiás faz a reconstituição, sob os olhares da população.

Durou cerca de três horas a reconstituição da ação policial do dia 7, que resultou na morte de Pedro Henrique de Queiroz. Entre 9 horas e meio-dia, as Ruas C-139 e C-151, no Jardim América, foram fechadas pela Polícia Civil para o trabalho dos peritos (na foto nosso colega Antenor).

A família e os amigos de Pedro, vestindo camisetas personalizadas, acompanharam de perto, ficando, pela primeira vez após o crime, frente a frente com o soldado Gevani Carvalho da Silva – responsável pelo disparo que atingiu o jovem – e com o cabo Marcelo Sérgio dos Santos – superior direto do soldado, que teria dado a ordem para ele atirar.

As versões do crime narradas pelo motorista do Renault Clio KFB -0572, Marcos César Teixeira de Oliveira, por três testemunhas e por Gevani foram simuladas no local, sob o olhar de curiosos. Khalled Michael Gader, primo de Pedro Henrique, da mesma idade e altura, assumiu o lugar dele no veículo, no banco do passageiro. Antes de entrar no carro, abatido, fez o sinal da cruz. No banco de trás, a mulher do jovem assassinado, Pabline do Valle, 21, parecia não acreditar que revivia os momentos fatídicos daquele domingo. Chorando e, às vezes, com o olhar perdido em uma das esquinas onde esteve com Pedro, a estudante era a imagem da desilusão.

A pedido dos peritos, Gevani – vestindo jeans, camisa azul, boné e tênis – apontou a arma por uma, duas, três vezes em direção ao veículo, tentando retratar o que ocorreu naquela noite. O cabo Marcelo não se negou a simular sua participação no episódio. Do lado de fora do cenário, o semblante do irmão de Pedro Henrique, Roberto Emanuel de Queiroz Filho, resumia o clima tenso e desolador.
FONTE: O Popular

11 de setembro de 2008

Peritos do caso Isabella Nardoni falam com a imprensa goiana

Os peritos da Polícia Técnica de São Paulo, Rosângela Monteiro e José Antônio Moraes, participam hoje, em Goiânia, do V Seminário Brasileiro de Perícias de Crimes Contra a Vida, uma realização da Associação dos Peritos em Criminalística de Goiás, com o apoio da Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública) e da Secretaria de Segurança Pública de Goiás (SSP-GO). O encontro termina amanhã, 12.

Rosângela Monteiro e José Antônio Moares trabalharam em um dos crimes de maior repercussão da história recente do país, o caso Isabella Nardoni. Pela primeira vez, desde a conclusão do inquérito, os peritos farão uma apresentação científica de todo o trabalho desenvolvido no Edifício London, em São Paulo. A apresentação que começou às 8h30 vai até ao meio-dia, no Centro de Convenções do Hotel San Marino. Durante o intervalo, das 10h15 às 10h30, eles estarão à disposição da imprensa.

23 de agosto de 2008

Em entrevista coletiva ontem (22/08) no IC, nossa colega e gerente Rejane Sena, mostra os LAUDOS do caso Cara Burke.


Segundo Dra. Rejane Sena, Perita Criminal, exames confirmaram que tronco, pernas, braços e cabeça encontrados em mala e sacos eram de Cara Burke.

Exames de DNA confirmaram que o tronco, as pernas, braços e a cabeça de mulher encontrados em uma mala e em sacos plásticos são da inglesa Cara Marie Burke, de 17 anos. O anúncio foi feito ontem pela gerente do Instituto de Criminalística, a perita criminal Rejane da Silva Sena Barcelos, que encaminha o laudo hoje para o delegado Carlos Raimundo Lucas Batista, adjunto da Delegacia de Investigações de Homicídios e presidente do inquérito.


O laudo confirma, além da identificação da vítima, que Cara Burke esteve realmente no apartamento de Mohammed D’Ali Carvalho dos Santos, 20, assassino confesso da adolescente inglesa, e que o corpo dela foi transportado no carro do promotor de vendas Cristiano Cardoso.


A prioridade da polícia científica era a de identificar a vítima, o que foi feito a partir do perfil molecular de Cara Burke enviado pela Embaixada Britânica ao Instituto de Criminalística de Goiás. “Encontramos 11 marcadores genéticos idênticos entre o material enviado pela embaixada e o que foi retirado das partes do corpo, do sangue encontrado no apartamento e no carro”, explicou.


Segundo Rejane Barcelos, uma escova de dentes de Cara Burke foi apreendida pela polícia a pedido da perícia para que mais marcadores genéticos da vítima fossem comparados com o material colhido no apartemento, no carro e as partes do corpo encontrado. "No total conseguimos 15 marcadores genéticos, o que possibilitou a identificação".


Os exames foram realizados pelo Perito Criminal da SPTC-GO, Ian Marques Cândido (vide foto), especialista em genética forense, que utilizou a estrutura do Instituto de Pesquisa de DNA forense da Polícia Civil do Distrito Federal.


A perita informou que um exxame ainda está sendo feito pelo IP-DF. Trata-se da análise do sêmen encontrado no corpo de Carla Burke. "APesar de deteriorado, vamos tentar a análise para saber se pertence a Mohammed ou a outro parceiro da vítima".